segunda-feira, 30 de janeiro de 2017


Palazzo di Giustizia ou Palácio de Justiça é a sede da Corte Suprema di Cassazione, a mais alta corte de apelações italiana, e da Biblioteca Jurídica Pública; está localizado no rione Prati de Roma, com fachadas para a piazza dei TribunaliVia Tribonianopiazza Cavour e a via Ulpiano. O enorme edifício é popularmente chamado, em italiano, de Il Palazzaccio ("O Palácio Ruim" ou "O Mau Palácio").
Projetado pelo arquiteto perugiano Guglielmo Calderini e construído entre 1888 e 1910, o mais grandioso dos novos edifícios que se seguiram à proclamação de Roma como nova capital do novo Reino da Itália[1]. A pedra fundamental foi lançada em 14 de março de 1888, na presença de Giuseppe Zanardelli, ministro da justiça e guardião do selo real, que insistiu em uma localização de prestígio em Prati, onde vários outros novos edifícios judiciários estavam sendo construídos[2].
O solo aluvial onde se assenta o edifício precisou de uma enorme plataforma de concreto para suportar as fundações do palácio[3]. Ainda assim, problemas de instabilidade começaram a aparecer assim que as obras terminaram e movimentos do solo levaram à necessidade de um minucioso projeto de restauração, iniciado em 1970[1].
As escavações para firmar as fundações revelaram diversas descobertas arqueológicas, incluindo alguns sarcófagos. Em um deles foi encontrado o esqueleto de uma jovem com uma elaborada boneca articulada de marfim, preservada atualmente no "Antiquarium comunale"[2].
Em 11 de janeiro de 1911, vinte e dois anos depois do início das obras, o edifício foi oficialmente inaugurado, com a presença do rei da Itália, Vítor Emanuel III.
O tamanho enorme do edifício, suas espetaculares decorações e prolongado período de construção deram origem a suspeitas de corrupção[4]. Em abril de 1912, uma comissão parlamentar foi nomeada para investigar o tema e apresentou seus resultados no ano seguinte[5]. O escândalo deu origem ao apelido popular e pejorativo do edifício, "Il Palazzaccio"[3].

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